Por que PIB cresce mas sensação de mal-estar econômico persiste - BBC News Brasil (2022)

  • Thais Carrança - @tcarran
  • Da BBC News Brasil em São Paulo

Por que PIB cresce mas sensação de mal-estar econômico persiste - BBC News Brasil (1)

Crédito, AFP

A economia brasileira cresceu 1,2% no segundo trimestre de 2022, em relação ao trimestre anterior, acima das expectativas dos economistas, que era de uma alta de 0,9%.

Na comparação anual, a alta do PIB (Produto Interno Bruto) foi de 3,2%, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (1/9).

O bom desempenho foi generalizado entre os setores, com altas registradas na indústria (2,2%), serviços (1,3%) e agropecuária (0,5%), sempre em relação ao trimestre anterior.

Para o ano de 2022 como um todo, os economistas projetam um avanço de 2,1% do PIB brasileiro, bem acima do 0,3% estimado no início deste ano, segundo o boletim Focus do Banco Central, que reúne as expectativas de economistas do mercado financeiro.

Apesar desses números positivos, a sensação de mal-estar com relação à economia persiste entre os brasileiros. E essa não é apenas uma impressão, existe um indicador para medir essa sensação, é o chamado "Índice de Miséria".

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No segundo trimestre, mesmo com a alta do PIB, o índice de mal-estar econômico seguiu próximo do recorde, puxado pela inflação e pela inadimplência das famílias, que mais do que compensaram as melhoras do emprego e da renda no período.

Por que PIB cresce mas sensação de mal-estar econômico persiste - BBC News Brasil (2)

"O PIB deste ano tem previsão de crescimento da ordem de 2%, o que é pouco tendo em vista o que se perdeu nos últimos anos", afirma João Saboia, professor do Instituto de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

"E PIB não faz milagre: a informalidade segue elevada, a renda dos mais pobres segue pressionada pela inflação de alimentos e a inadimplência é recorde. Então é natural que as pessoas estejam se sentindo mal em termos de bem-estar. Pelo menos uma grande parte da população", acrescenta o economista.

(Video) Esquerda em desespero - O Brasil com Bolsonaro está BOMBANDO - Só notícias boas

Entenda por que o PIB está crescendo mais do que o esperado, mas ainda assim o mal-estar econômico se mantém. E como essa combinação deve afetar o voto dos eleitores em outubro.

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Por que o PIB teve alta no 2º trimestre

Rodolfo Margato, economista da XP Investimentos, diz que três fatores principais explicam o bom desempenho do PIB no segundo trimestre e em 2022 de forma geral.

"O primeiro fator é a reabertura pós-pandemia que ainda gera benefícios à economia, puxando segmentos de serviços, como transportes e armazenagem, serviços prestados à família e serviços públicos", enumera Margato.

Um segundo ponto é a recuperação do mercado de trabalho, que tem superado as expectativas, diz o economista.

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Até junho, o país abriu mais de 1,3 milhão de vagas com carteira assinada, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), e a taxa de desemprego recuou para 9,3%, menor patamar para o segundo trimestre desde 2015, de acordo com o IBGE.

"O último elemento de destaque são os estímulos fiscais de curto prazo que vêm sendo implementados pelo governo", diz o analista da XP, citando os quase R$ 30 bilhões em saques extraordinários do FGTS liberados no segundo trimestre e medidas de antecipação de renda, como o pagamento do 13º dos aposentados em abril e do abono salarial no início do ano.

Julia Braga, professora da Faculdade de Economia da UFF (Universidade Federal Fluminense) destaca ainda um outro fator importante para o avanço da economia em 2022: a alta de preços das commodities, impulsionada pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

"O Brasil é um grande exportador de commodities — petróleo, produtos agrícolas, metais, minério de ferro. Em geral, quando há um aumento desses preços como agora, que é um aumento da magnitude que aconteceu lá na década de 1970, naturalmente esses setores reagem a esse estímulo", diz Braga, lembrando que isso tem um efeito de "encadeamento" sobre outras atividades, como serviços de transporte e investimentos em bens de capital.

Os analistas avaliam, porém, que a economia deve perder força na segunda metade do ano, como reflexo da forte alta dos juros no Brasil e da desaceleração da economia global.

A perda de ritmo, no entanto, deve ser suavizada pelo pacote de benefícios aprovado pelo governo às vésperas da eleição, incluindo o Auxílio Brasil de R$ 600, vale-gás, auxílios para taxistas e caminhoneiros e cortes de impostos para reduzir a inflação.

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Mas então por que o mal-estar econômico persiste?

O professor João Saboia, da UFRJ, explica que o Índice de Miséria é uma boa forma de entender o mal-estar dos brasileiros com a economia.

Tradicionalmente, esse indicador é calculado levando em conta dois fatores que têm muito mais peso que o PIB no bem-estar das pessoas: a inflação e a taxa de desemprego.

Mas Saboia, junto ao economista João Hallak, do Corecon-RJ (Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro), desenvolveu uma nova versão do índice levando em conta quatro indicadores:

  • inflação;
  • taxa de subutilização do mercado de trabalho — que além do desemprego, considera quem está trabalhando menos horas do que gostaria, e quem poderia trabalhar, mas não está procurando emprego por algum motivo;
  • rendimento médio da população;
  • e taxa de inadimplência.

A partir daí, os economistas chegam num número que varia de 0 a 100. Quanto mais alto, maior o mal-estar econômico da população.

No segundo trimestre deste ano, o índice estava em 75,9, quarto pior resultado registrado pelo indicador desde 2012, início da série histórica. E muito próximo do recorde de 80,9, registrado no quarto trimestre de 2021.

Para se ter uma comparação, no quarto trimestre de 2019, antes do início da pandemia, o Índice de Miséria estava em 40,5. Ao fim de 2014, antes da crise que se abateria sobre o país no ano seguinte, o indicador chegou à sua mínima: 14,7.

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Ou seja: mesmo com a alta recente do PIB, o mal-estar econômico continua considerável. E a inflação e o endividamento das famílias são os dois fatores principais por trás disso, segundo Saboia.

Inflação, inadimplência, informalidade e renda estagnada

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Ao reduzir os impostos para combustíveis, o governo federal conseguiu diminuir a inflação em julho. Mas isso é pouco sentido pela parcela mais pobre da população por dois motivos: a persistência da inflação elevada há muitos meses e a alta dos preços dos alimentos.

Em julho, mesmo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em queda de 0,68% no mês, a inflação acumulada em 12 meses seguia acima dos 10% e a alta dos alimentos chegou a quase 15%, com itens básicos como batata (67%), leite (66%) e café (58%) com variações de preços ainda mais significativas no período de um ano.

Com a inflação corroendo a renda das famílias, elas ficaram menos capazes de honrar compromissos financeiros. Com isso, tanto o percentual de famílias endividadas (78%), como o de famílias com dívidas em atraso (29%) estão em nível recorde, segundo os dados mais recentes da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor).

Saboia cita ainda o avanço do número de trabalhadores informais no mercado de trabalho.

"Há uma certa badalação por parte do governo, dizendo que o mercado de trabalho está indo muito bem. Mas muitos dos empregos gerados são informais. Isso por um lado é bom, pois a taxa de desemprego está menor e as pessoas estão conseguindo de alguma maneira serem absorvidas no mercado de trabalho, mas muitas delas estão sendo absorvidas de maneira precária", diz o professor da UFRJ.

Julia Braga, da UFF, destaca ainda a fraqueza da renda, que apesar de uma ligeira melhora em julho, segue muito próxima do patamar de dez anos atrás.

"O recente aumento do emprego está associado a uma renda baixa, corroída pela inflação de 2021 e do primeiro semestre de 2022. Num patamar de R$ 2.700, a renda média dos trabalhadores brasileiros é similar à de dez anos atrás, ela está praticamente estagnada", observa a professora.

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"Isso tudo tem impacto no bem-estar das pessoas, porque a população continua crescendo e os novos postos de trabalho que estão sendo gerados são de baixa renda. Além disso, não há uma política de valorização do salário mínimo e há uma piora na distribuição de renda. Então é um crescimento econômico que não atinge toda a população, o que fica claro com o aumento da fome."

E como tudo isso afeta a eleição?

Então temos de um lado: PIB em alta, desemprego em queda e auxílio de R$ 600 no bolso.

E do outro: inflação de alimentos persistente, endividamento e número de trabalhadores informais recordes e renda estagnada ao nível de dez anos atrás.

Com a proximidade das eleições de outubro, a pergunta inevitável é: qual o efeito dessa combinação de fatores no voto do eleitor?

"Se eu pudesse resumir o efeito da economia no quadro eleitoral de 2022, eu diria o seguinte: ela mantém a viabilidade e a competitividade da candidatura à reeleição [de Jair Bolsonaro], mas não traz um sentimento de continuidade natural para a maioria do eleitorado", diz Rafael Cortez, cientista político e sócio da Tendência Consultoria.

"Muito embora haja alguns indicadores de dinamismo da atividade econômica, há algumas características dessa retomada — que são um peso relevante da informalidade e um quadro inflacionário ainda desafiador — que mantêm uma sensação de vulnerabilidade, o que resulta na elevada rejeição do governo e num sentimento de mudança em ano eleitoral. Não por acaso o ex-presidente Lula aparece sistematicamente à frente das pesquisas."

Crédito, AFP

Cortez observa que a melhora da economia tem sido fundamental para apertar a diferença entre os dois candidatos, mas acredita que uma virada dependeria de a campanha do governo conseguir reverter a rejeição pessoal de Bolsonaro, que tem fatores para além da economia, como a dificuldade do presidente junto ao eleitorado feminino e o desempenho na pandemia.

Ele destaca ainda que a recuperação da economia é muito recente e isso é um dos fatores para o anseio do governo por levar a eleição para o segundo turno.

"Essa melhora da economia é praticamente um fato novo na campanha. Mas a percepção disso pela pessoas é um processo lento, que demanda tempo, não por acaso o governo faz um esforço relevante por um segundo turno, porque ele precisa de tempo para que essa melhora de indicadores se torne um fato político."

- Este texto foi publicado originalmente emhttps://www.bbc.com/portuguese/brasil-62747306

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FAQs

Por que PIB cresce mas sensação de mal-estar econômico persiste? ›

"E PIB não faz milagre: a informalidade segue elevada, a renda dos mais pobres segue pressionada pela inflação de alimentos e a inadimplência é recorde. Então é natural que as pessoas estejam se sentindo mal em termos de bem-estar. Pelo menos uma grande parte da população", acrescenta o economista.

Qual o PIB Brasil 2022? ›

FMI amplia projeção do crescimento do PIB brasileiro para 2,8% em 2022 — Português (Brasil)

Como se encontra a economia brasileira? ›

A previsão da Dimac/Ipea para o crescimento do PIB em 2021 é de 4,5%, menor do que a previsão anterior, de 4,8%. O resultado decorre do menor dinamismo da economia brasileira, com reflexos em nossas expectativas de crescimento para o quarto trimestre, que fecha 2021.

Porque a economia do Brasil está crescendo? ›

Por que o PIB teve alta no 2º trimestre

"O primeiro fator é a reabertura pós-pandemia que ainda gera benefícios à economia, puxando segmentos de serviços, como transportes e armazenagem, serviços prestados à família e serviços públicos", enumera Margato.

O que contribui para o crescimento do PIB? ›

Quanto mais as pessoas gastam, mais o PIB cresce. Se o consumo é menor, o PIB cai. O consumo depende dos salários e dos juros. Se as pessoas ganham mais e pagam menos juros nas prestações, o consumo é maior e o PIB cresce.

Qual é o país mais rico do mundo? ›

Luxemburgo é o país mais rico do mundo; Brasil fica em 92º lugar.

Qual foi o maior crescimento do PIB do Brasil? ›

Durante a década de 2010, o PIB do país se manteve finalmente dentre os dez maiores países do mundo, com algumas leve variantes na posição. Em 2018, assim como em 2017, o IBGE determinou que o PIB real brasileiro cresceu 1,3% em relação a 2015 e 2016.

O que move a economia brasileira? ›

Hoje, a economia brasileira é baseada na produção agrícola, o que faz do Brasil um dos principais exportadores de soja, frango e suco de laranja do mundo. Ainda é líder na produção de açúcar e derivados da cana, celulose e frutas tropicais.

Qual é a principal fonte de renda do Brasil? ›

O setor terciário, é, atualmente, responsável por mais da metade do PIB e pela geração de 75% dos empregos, sendo o maior ramo da economia do país. Este setor é composto pela venda de produtos e pela prestação de serviços.

Quais são os principais problemas econômicos do Brasil? ›

Trata-se de questões relacionadas à alimentação, educação, saúde, saneamento, habitação e transporte. Por muitos anos, o Brasil conviveu com uma alta taxa de inflação. Essa taxa de inflação ampliou os já graves problemas de distribuição de renda. Ao mesmo tempo, uma dívida externa batia recordes.

Porque o PIB do Brasil cresceu em 2022? ›

Em valores correntes, o PIB, que é a soma dos bens e serviços finais produzidos no Brasil, totalizou R$ 2,4 trilhões no segundo trimestre de 2022. O setor da economia que registrou maior crescimento foi a indústria (2,2%), seguida pelos serviços, que avançaram 1,3%, e a agropecuária, que expandiu 0,5%.

Como o PIB impacta a economia e afeta o mundo do trabalho? ›

O mercado de trabalho

Isso porque o PIB tem relação direta com a renda distribuída em salários para os trabalhadores e lucros para as empresas. "Se a renda diminui, o empresário tem menos lucro e o trabalhador fica sem condições de receber um aumento, devido à economia em retração", explica.

Qual é a relação entre o PIB e a inflação? ›

Como o IPCA é um indicador da inflação, ele interfere nos resultados do PIB, pois tem relação direta com o consumo das famílias. Além disso, o ajuste desse índice também interfere na rentabilidade dos investimentos.

Quando o PIB aumenta e bom ou ruim? ›

Quanto maior o PIB, maior é a renda de um determinado lugar, portanto, por vezes, o PIB está relacionado com a qualidade de vida. E se uma economia cresce, cresce também a oferta de trabalho, visto que houve aumento da demanda a ser atendida.

O que tem impedido o Brasil de crescer no PIB? ›

Segundo os economistas do mercado, a perspectiva para 2022 permanece pessimista, com inflação alta e juros altos, o que são fatores que travam o crescimento econômico. O PIB, que é a soma dos bens e serviços produzidos no país, chegou a R$ 2,249 trilhões em valores correntes.

Qual a desvantagem do PIB? ›

D) A desvantagem das medidas de volume em cadeia do PIB é a não aditividade. Além do ano de referência e do ano seguinte, as medidas de volume dos outros anos não são aditivas.

Qual o país mais rico Rússia ou Brasil? ›

O PIB (Produto Interno Bruto) nominal do Brasil chegou a US$ 1,83 trilhão no 1º trimestre deste ano. O país superou Rússia (US$ 1,83 trilhão), Coreia do Sul (US$ 1,80 trilhão) e Austrália (US$ 1,75 trilhão).

Qual é a cidade mais rica do Brasil? ›

Este ranking nos revela que São Paulo continua disparada como a cidade mais rica do Brasil seguida pelo Rio de Janeiro. Brasília completa o trio de cidades com PIB acima de R$ 100 bilhões. Curitiba é a cidade mais rica do Sul. Manaus a mais rica do Norte e Fortaleza a mais rica do Nordeste.

Qual é o país mais rico Portugal ou Brasil? ›

A melhor maneira de comparar riqueza de países é comparar o PIB per capita PPC (produto interno bruto medido em paridade de poder de compra). Os brasileiros têm 46% do que os portugueses têm ou, seja, são duas vezes menos ricos.

Qual era o PIB do Brasil no governo Lula? ›

O governo Lula registrou a maior média de crescimento do PIB em duas décadas, de em torno de 4,1%, e o crescimento total ficou em 32,62%. A renda per capita cresceu 23,05%, com média de 2,8%.

Qual o país mais rico da América do Sul 2022? ›

Riqueza extrema: no Chile, os ultrarricos têm o maior patrimônio da América Latina - 12/03/2022 - UOL Notícias.

Qual é o maior PIB do mundo? ›

Os Estados Unidos são a maior economia do mundo, com um PIB de aproximadamente US$ 17,9 trilhões, nomeadamente devido a elevada renda de uma grande população, investimentos capitais, desemprego moderado, altos gasto dos consumidores, população relativamente jovem, e inovação tecnológica.

O que o governo pode fazer para melhorar a situação econômica? ›

Controle das contas públicas

Expansão dos programas de transferência de renda, desonerações tributárias, controle de preços administrados e expansão do crédito público foram medidas largamente usadas para tentar fazer o país crescer.

Quais são as principais fontes de crescimento econômico? ›

Atualmente, as principais fontes de crescimento econômico são capital físico, capital humano e tecnologia.

Qual é a importância do Brasil para o mundo? ›

O Brasil desempenha um papel cada vez mais importante no sistema internacional e, em particular, no âmbito da segurança. Uma identidade híbrida Norte-Sul lhe permite defender os interesses do mundo em desenvolvimento e, ao mesmo tempo, ser ouvido pelas grandes potências.

Por que o PIB não é um bom indicador? ›

O PIB é um indicador do padrão de vida de uma sociedade, mas é somente um indicador grosseiro porque ele não considera de forma direta o lazer, a qualidade do meio ambiente, os níveis de saúde e educação, as atividades exercidas fora do mercado, as mudanças na desigualdade de renda, os aumentos em variedade, a evolução ...

Porque é o país com a maior economia não tem a maior renda per capita? ›

Isso porque a renda per capita pode ter variações conforme a quantidade de habitantes. Nessa perspectiva, mesmo que o país tenha uma economia bastante desenvolvida, se ele for muito populoso, provavelmente a renda per capita será baixa e não refletirá o seu desenvolvimento econômico.

Qual a cidade que tem a maior renda per capita do Brasil? ›

Os dez maiores Ppc do país tem PIB per capita acima de R$ 180 mil e estão todas situadas nas regiões Sudeste (Presidente Kennedy, São Gonçalo do Rio Abaixo, Louveira, Porto Real, Ilha Comprida, Quissamã, São João da Barra e Itapemirim), Sul (Triunfo), Centro-Oeste (Selvíria) e Norte (Canaã dos Carajás).

Qual o Principais problema econômico da atualidade? ›

Desemprego, corrupção e saúde são os principais problemas do país, dizem os brasileiros - Agência de Notícias da Indústria.

Qual é o problema fundamental da economia? ›

O problema fundamental da economia: é a impossibilidade de se produzir bens e serviços em quantidades ilimitadas para satisfazer às necessidades humanas permanentemente ampliadas, pois os fatores da produção existem em quantidades limitadas. Este fato também é conhecido como lei da escassez.

Qual inflação 2022? ›

Curiosidades do IPCA

O IBGE produz e divulga o IPCA, sistematicamente, desde 1980. Entre 1980 e 1994, ano de implantação do Plano Real, o índice acumulado foi de 13 342 346 717 671,70%! A maior variação mensal do IPCA foi em março de 1990 (82,39%), enquanto a menor variação, em julho de 2022 (-0,68%).

O que vai acontecer com a economia do Brasil em 2022? ›

A economia brasileira cresceu 1,2% no segundo trimestre de 2022, apontou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e o número está acima da expectativa que os economistas tinham no começo do ano, que era de 0,5%.

Quais os 06 fatores que implicam na piora econômica do Brasil para o ano de 2022? ›

Economia em 2022: por que expectativas para o Brasil estão piorando rapidamente
  • 1) Inflação maior e juros em alta.
  • 2) Menor crescimento da renda.
  • 3) Esgotamento do efeito da retomada dos serviços.
  • 4) Desaceleração global.
  • 5) Piora da crise hídrica e possível racionamento de energia.
  • 6) Eleições conturbadas.
15 Sept 2021

Qual será o futuro da economia brasileira? ›

Crescimento econômico. As perspectivas para o crescimento da economia brasileira apontam que pode vir um "pibinho" ao fim de 2022 — as diferentes projeções giram em torno de 1% para o ano. O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de bens e serviços produzidos por um país.

O que o PIB influência na economia do Brasil? ›

Quanto maior é o PIB, maior é a economia daquele local, o que indica que mais pessoas investem e consomem nele. Um PIB maior também indica uma renda maior da população. Aqui, é importante explicar o que é PIB per capita: é a divisão do PIB pelo número de habitantes do país ou região em questão.

Como o PIB impacta? ›

O Produto Interno Bruto é a soma de tudo o que produzimos, e o mais próximo para ilustrar a riqueza de um país. O PIB impacta seus investimentos por meio do crescimento da economia e da visão de investidores de quão arriscado é investir por aqui.

Qual a relação entre o PIB e as crise econômicas? ›

Assim, se o PIB diminui em um período em relação a outro, podemos dizer que a economia produziu menos riqueza. Em resumo, é essa redução no Produto Interno Bruto que caracteriza uma crise econômica. Vale lembrar que o PIB pode ser compreendido, também, como a demanda de uma economia, e não apenas da oferta.

O que o PIB influência na economia? ›

O PIB mensura a atividade econômica de uma região através de cálculos de oferta e demanda de bens e serviços. Por isso, PIB é um termômetro da economia como um todo. Isso significa que, quanto maior for o índice de um país, maior é a sua atividade econômica.

O que o PIB não considera? ›

Na contagem do PIB, considera-se apenas bens e serviços finais, excluindo da conta todos os bens de consumo de intermediário. Isso é feito com o intuito de evitar o problema da dupla contagem, quando valores gerados na cadeia de produção aparecem contados duas vezes na soma do PIB.

O que é PIB e qual a sua importância? ›

O que é o PIB e qual sua importância para a economia

O PIB é uma sigla que significa “Produto Interno Bruto” e é algo extremamente importante para as nações, porque consiste na soma dos valores monetários de um país.

Qual é o maior PIB do mundo? ›

Os Estados Unidos são a maior economia do mundo, com um PIB de aproximadamente US$ 17,9 trilhões, nomeadamente devido a elevada renda de uma grande população, investimentos capitais, desemprego moderado, altos gasto dos consumidores, população relativamente jovem, e inovação tecnológica.

Qual o PIB dos Estados Unidos 2022? ›

A S&P Global Market Intelligence revisou nesta terça-feira, 6, para cima a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) real dos Estados Unidos para 2022, de 1,5% para 1,7%, e reduziu para 2023, de 1,0% para 0,9%. Segundo a S&P, dados recentes mostram que a economia americana não está em recessão.

Quais são as 20 maiores economias do mundo 2022? ›

Quais são as 10 maiores economias do mundo em 2022?
  • 1° Estados Unidos — US$ 18,6 trilhões;
  • 2º China — US$ 11,2 trilhões;
  • 3º Japão — US$ 4,9 trilhões;
  • 4º Alemanha — US$ 3,4 trilhões;
  • 5º Reino Unido — US$ 2,6 trilhões;
  • 6º França — US$ 2,5 trilhões;
  • 7º Índia — US$ 2,2 trilhões;
  • 8º Itália — US$ 1,8 trilhão;
11 Oct 2022

Qual a cidade que tem o maior PIB do Brasil? ›

O PIB dos estados brasileiros segue uma lógica desigual, resultado da história econômica brasileira.
...
PIB dos estados brasileiros.
Posição Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)EstadosPIB (em bilhões de reais)
São Paulo1.349 (trilhões)
Rio de Janeiro462
Minas Gerais386
3 more rows

Qual é o país mais pobre do mundo? ›

1 – Burundi

Considerando a metodologia usada pelo FMI, o país mais pobre do mundo é Burundi, um pequeno país da África, localizado na parte central e oriental do continente que faz fronteira com a Tanzânia, Congo e Ruanda.

Quais são as 5 maiores potências mundiais? ›

Descemos ao 11.º para englobar a Rússia.
  1. Estados Unidos da América. A maior economia do mundo concentra 1/4 da riqueza mundial, com um PIB de 22,9 biliões de dólares. ...
  2. República Popular da China. ...
  3. Japão. ...
  4. Alemanha. ...
  5. Reino Unido. ...
  6. Índia. ...
  7. França. ...
  8. Itália.
29 Mar 2022

Porque os Estados Unidos têm a maior economia do mundo? ›

Os Estados Unidos tem uma das economias mais desenvolvidas do mundo. O país tem acesso a abundantes recursos naturais, uma infraestrutura interna muito bem desenvolvida, altos níveis de produtividade e uma força de trabalho com bons índices de educação.

Qual a maior renda per capita do mundo? ›

Todo esse desenvolvimento coloca Luxemburgo como a economia mais desenvolvida do mundo, com um PIB de US$ 73 bilhões e US$ 115 mil per capita.

Qual o PIB dos EUA hoje? ›

Em dólares correntes, o resultado passou de 7,8% para 8,4% a uma taxa anual, ou US$ 496,2 bilhões, no segundo trimestre, para um nível de US$ 24,88 trilhões.

Qual é o país mais rico da América do Sul? ›

Maior economia da América Latina, Brasil é o país que menos crescerá em 2022. Em novo relatório, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas, reduziu a previsão de crescimento da América Latina para 2022.

Qual é a maior potência do mundo? ›

A maior economia do mundo é a dos EUA, com PIB nominal de US$ 25,45 trilhões. Compõem o top 3 a China (US$ 19,91 trilhões) e o Japão (US$ 4,912 trilhões). A Índia ultrapassou o Reino Unido e o Canadá passou a Itália.

Quais serão as quatro maiores economias do mundo em 2030? ›

"Em 2030, nossas projeções sugerem que o top 10 global do ranking de PIB terá a liderança da China, seguida dos Estados Unidos, Índia, Japão, Brasil, Rússia, Alemanha, México, França e Reino Unido", afirmou o relatório, assinado pelo diretor de Macroeconomia da PwC, John Hawksworth.

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Author: Lilliana Bartoletti

Last Updated: 12/09/2022

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